Hipertexto: proposta de inclusão social na teia virtual

2 HIPERTEXTO E LEITURA

Segundo Villaça (2002), atualmente ainda é curioso que a mídia comemore pelo declínio da literalidade e a ascensão do poder imagens justamente no momento em que no cenário mundial aparece o computador, que embora produza e edite imagens e utilize ícones é, sobretudo, um instrumento alfabético. Exige leitura e escrita. E neste sentido, nos faz retornar à galáxia de Gutenberg. Se a leitura no computador se dava de forma linear hoje com o hipertexto temos uma rede multidimensional onde os pontos e os nós podem potencialmente se conectar a qualquer outro. Conforme a autora, Eco contesta a idéia simplista que a escrita digital dará a continuidade histórica de uma coisa matando outra, e infere que os modos de adquirir conhecimento foram apenas se multiplicando. E dá como exemplo o cinema que pode ensinar tudo sobre o Império Romano, desde que historicamente correto. Atualmente o conceito de aprendizagem compreende diversas mídias e dependerá do publico direcionado e dos objetivos a serem alcançados.

Discorre Villaça (2002) sobre o suporte eletrônico “onde se vive a maior das revoluções através de uma estrutura agregativa em que vários recursos novos entram em cena: presença de imagens em movimento, a animação das próprias palavras, a presença de vozes, páginas com várias saídas”. Diz que o historiador busca ver com otimismo, na revolução da virtualidade, a chance de concretizar alguns ideais defendidos pelo enciclopedismo quando propunha a expansão democrática do saber. (Villaça apud CHARTIER, 2002. p.103)

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