Não se pode falar em hipertexto sem antes retornar ao papel conjuncional: o link. Conforme Johnson (2001,p.?) “[...] o link é a primeira nova forma significante de pontuação a emergir em séculos, mas é só um sinal do que está por vir”. E continua: “[...] o hipertexto de fato, sugere toda uma nova gramática de possibilidades, uma nova maneira de escrever e narrar”. Para se ter acessibilidade a essa nova forma mais de um tipo de link precisa ser criado. Um link é um elo, ou vínculo que traça conexões entre objetos e instaura relações semânticas. Prossegue o autor: “… na terminologia lingüística, o link desempenha um papel conjuncional, ligando idéias díspares em prosa digital.” Opõe-se à crítica à prosa em hipertexto baseada nos poderes desagregadores do link, ao contrário, refere-se ao link como um recurso sintético: [...]no mundo da ficção em hipertexto, a ênfase na fragmentação tem seu mérito, mas como convenção geral de interface, o link deveria ser compreendido em geral como um recurso sintético, uma ferramenta que une múltiplos elementos num mesmo tipo de unidade ordenada. (JOHNSON, 2001. p.84).
Segundo Johnson (2001) é “possível conectar documentos por razões alusivas, efêmeras e pode haver muitas trilhas levando a cada texto”. Bush afirma que “… o que torna um naco de informação valioso não é a classe, ou as espécies mais abrangentes a que pertencia, mas suas conexões com outros dados”. (Johnson apud BUSH. 2001, p. 89).

