Hipertexto: proposta de inclusão social na teia virtual

6 O CÉREBRO HUMANO E SUAS ASSOCIAÇÕES

Os novos processos de registro, transporte e distribuição das informações, profetizados por Vannevar Bush, anunciavam o hipertexto.

É nesta perspectiva que a figura de Bush assume uma importância marcante na história do hipertexto, com a publicação, em 1945, do clássico ensaio “As We May Think”: o funcionamento da mente através de associações este ensaio Bush esboça o “Memex” que, de alguma maneira, representa hoje o nosso computador pessoal. Bush era matemático e responsável por uma agência de Desenvolvimento e Pesquisa Científica do Governo Norte Americano. Uma das questões enfrentadas por Bush era o volume crescente de dados que deviam ser armazenados e organizados de tal forma que permitisse a outros pesquisadores a utilização destas informações de maneira rápida e eficiente.

Bush lembra como as descobertas realizadas por Mendel na pesquisa sobre genética ficaram longo tempo sem avançar devido ao lapso de tempo entre sua publicação e o conhecimento daqueles que poderiam ter dado prosseguimento ao trabalho. Era nesta perspectiva que Bush apontava para a revolução do nosso modo de pensar. Ele estava convencido que nossa forma de armazenar, sistematizar e tornar acessível de forma simples e direta às informações estabeleceria uma nova era para o conhecimento humano. O autor aponta como de fundamental importância os processos de miniaturização, cuja tendência já se observava naquela época, na forma como os conhecimentos deviam ser armazenados. Esta preocupação com o volume crescente de dados e o seu registro, transporte e acesso continua sendo tão atual quanto o foi para Bush.  As idéias de Bush foram fecundas o suficiente para criar seguidores que efetivamente vieram a forjar o hipertexto tal como o conhecemos hoje.

 

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