O presente trabalho inicia com a história do hipertexto que é a história do texto, relata a história da computação: numa analogia do modo humano de construir o conhecimento. Aponta o hipertexto como m conceito que diz respeito ao nosso modo de ler e escrever. Este termo, criado por Ted Nelson em 1965, definia o novo modo de produzir textos permitidos pelos avanços tecnológicos sintetizados na telemática. Nelson criou também o projeto Xanadu: “uma imensa rede acessível em tempo real, contendo todos os tesouros literários e científicos do mundo”.
Na computação refere-se ao uso das ferramentas da informática e a telemática, na qual, pode se criar um texto com dimensões variáveis. Um texto ampliado se transforma em um texto de compartimentos, e cada compartimento é uma ponte de acesso a um outro documento. Abre se várias janelas na tela, e cria uma articulação de diferentes textos.
O hipertexto funciona neste meio em que se salta de arquivo em arquivo onde a leitura deixa de ser linear e a cada clique pode gerar um novo texto combinado com a imaginação de quem acessa e, desta forma, tem-se a possibilidade de ler textos, histórias relacionadas a outros documentos tais como imagens, animações e som (Villaça, 2002).
Pela sua análise etimológica o prefixo Hiper – vem do grego e quer dizer ‘acima de’, ‘para lá de’ e a palavra texto deriva da palavra latina texere que significa ‘tecer’. O hipertexto seria então, uma vasta rede, um sistema conceitual e amplo, uma grande teia de significados e significantes.